Teste: Mitsubishi Eclipse Cross é moderno e traz recursos semiautônomos

O roteiro organizado pela marca tinha São Paulo como ponto de partida e Amparo, no interior do Estado, como destino. Ao todo, percorremos mais de 100 km em rodovias e sobre terra. Deu para perceber que o SUV está mais firme. Isso é resultado de ajustes feitos na calibração da assistência da direção. Com isso, melhorou a sensação de segurança ao volante. Além disso, a suspensão ajustada e preparada com exclusividade para o Brasil é mais resistente sem, contudo, comprometer o conforto.


Avaliamos o funcionamento do ACC no modo de engarrafamentos (Traffic Jam Assist). Nesse caso, o sistema fica ativo a até 30 km/h e faz com que o Eclipse Cross acompanhe automaticamente o fluxo do trânsito à frente. Assim, reduz o risco de colisão em baixa velocidade. Da mesma forma, também amplia o conforto. Isso porque o motorista não precisa ficar acelerando e freando o tempo todo. No entanto, levou algum tempo para que o dispositivo, acionado por botão no volante, entrasse em ação. Portanto, é preciso alguma atenção para evitar sustos.


Capacidade off-road?


Segundo a Mitsubishi, a tração S-AWC da versão mais cara do SUV tem acoplamento eletromagnético para distribuição do torque. Vale lembrar que o Eclipse Cross é o modelo com menores potência e torque da categoria. Contudo, ele traz o maior tanque, com capacidade para 63 litros de gasolina. Assim, garante autonomia superior a 750 km, de acordo com dados da marca.


Por fim, há três modos de direção diferentes. Ou seja, para pisos escorregadios, como neve e grama, para terreno menos compactado, como cascalho, e automático. Durante o teste, acionamos a segunda opção para rodar no trecho off-road. O recurso garantiu boas respostas aos comandos feitos pelo motorista. Colabora com isso a possibilidade de "trocar" as marchas por meio das aletas atrás do volante.


Tecnologia embarcada


Vários recursos eletrônicos reforçam a segurança. Como o assistente de partida em rampa e os controles de tração e estabilidade, que mantêm o Eclipse Cross firme em curvas, deixando a carroceria equilibrada. Há também câmera na traseira e sensor de ponto cego, bem como aviso de saída involuntária da faixa. Faróis com acionamento automático, alerta de tráfego cruzado na traseiro e reconhecimento de pedestres também estão no pacote de itens do SUV.


Aliás, o modelo traz ainda um dispositivo que previne acelerações involuntárias. O sistema monitora eventuais obstáculos a até quatro metros de distância do carro e funciona da primeira aceleração até os 10km/h. Se houver algo ou alguém no entorno, corta o envio de torque às rodas por até 5 segundos. Depois, ativa um alerta no painel para que o motorista pare de acelerar ou confirme se quer mesmo dar continuidade à manobra.


No interior


De modo geral, a cabine do SUV da Mitsubishi é ampla e confortável. Além da modulação do encosto dos bancos, há novos apoios de cabeça móveis e com amplo curso. Volante e painel são revestidos de materiais agradáveis ao toque. Seja como for, há várias peças feitas de plástico. Nas versões HPE-S, os bancos têm ajustes elétricos e aquecimento. Além disso, o traseiro é reclinável e tem oito posições, que variam de 16 a 32 graus.


A lista de equipamentos inclui ainda ar-condicionado digital de duas zonas, chave presencial e partida do motor por botão. Bem como head-up display, freio de estacionamento eletrônico e indicador de pressão dos pneus. Entre os destaques, há som da JBL e central multimídia com tela de sete polegadas. Além de ser relativamente pequena, ela poderia estar mais bem posicionada e destoa do resto do painel. Porém, a operação é intuitiva e as respostas aos comandos ocorrem de forma rápida. O sistema também permite conexão com celulares com Android Auto e Apple CarPlay.


Visual moderno


No Brasil, o Eclipse Cross 2023 é o primeiro modelo a exibir a nova linguagem visual da Mitsubishi. Nesse sentido, o destaque é a dianteira. A grade tridimensional é formada por mini trapézios esculpidos nas barras horizontais na cor preta. além disso, e brilhante nas versões de topo. A peça é integrada aos novos faróis Full LEDs e há luzes de uso diurno (DRL).


Da mesma forma, chama a atenção o estilo da nova traseira. O vidro bipartido era considerado de gosto duvidoso. Isso em 2108, no lançamento do modelo. Agora, a tampa foi remodelada e traz lanternas com formato, digamos, mais tradicionais. Dessa forma, numa rápida olhada, atrás o Mitsubishi lembra o Honda CR-V.


 

 


A curvatura da carroceria na parte traseira também mudou. Segundo a marca, o compartimento cresceu 14%. Conforme a empresa, isso é resultado de alterações feitas no assoalho e na porção superior. Porém, em litros o espaço para carga diminuiu. Ou seja, o volume, que era de 473 litros, passou para 451 l.

  • Fonte: Jornal do Carro /
  • Autor: Jady Peroni /
  • Data: 18 abril 2022
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