Novo Kia Cerato 2020 tem no preço seu maior trunfo

A versão de entrada vem com seis air bags, central multimídia com tela de 8″ flutuante, ar-condicionado manual, sensor de pressão de pneus, controles de tração e estabilidade, assistente de partida em rampa e câmera de ré, entre outros itens. A topo de linha SX oferece adicionalmente ar-condicionado de dupla zona, luzes diurnas de LEDs, bancos com imitação de couro, botão de partida, borboletas para trocas de marcha no volante, etc.


Motor 2.0 rende até 167 cavalos


Sob o capô, o sedã trocou o 1.6 de 128 cv pelo 2.0 flexível de até 167 cv, com etanol. Com gasolina, a potência é de 157 cv. A diferença de desempenho é gritante em relação ao modelo anterior. A avaliação foi feita numa pista particular, em Indaiatuba, interior de São Paulo. E o sedã de 1.283 kg mostrou boa capacidade de aceleração. O motor trabalha em conjunto com um câmbio automático de seis marchas.


Há borboletas no volante, e opção de trocas também na própria alavanca, no console. Embora as respostas do motor sejam boas, na pista o sedã apresentou uma pequena demora nas retomadas de velocidade. Mas, no dia a dia, provavelmente o sintoma não deve aparecer (não fizemos o teste em ruas abertas). Afinal, sedãs médios têm perfil familiar, e nenhum compromisso com esportividade.


Por outro lado, o comportamento da carroceria em curvas abertas e fechadas foi muito bom. Apesar de empregar eixo de torção na traseira, rodas de 16 polegadas e pneus de perfil mais alto (205/60, o que em tese comprometeria o comportamento em curvas), o Cerato 2020 mostrou-se obediente no traçado. A estabilidade é muito boa, e a carroceria inclina-se pouco, mesmo no limite de aderência. Os pneus sul-coreanos da Kuhmo fazem muito barulho nas curvas quando forçados ao limite, mas em nenhum momento o carro passou insegurança.


Cerato oferece quatro modos de condução


Da mesma forma, a direção elétrica e os freios (disco nas quatro rodas) agradaram. O Cerato oferece quatro modos de condução: econômico, esportivo, conforto e “smart”. Segundo a Kia, nesse último modo o carro “aprende” a forma de conduzir do motorista, e após o aprendizado passa a se adaptar e a reproduzir o estilo do condutor.


Painel e portas têm revestimento macio e o aspecto geral é bom. A tela da central multimídia de 8″ fica “flutuando” sobre o painel, uma tendência cada vez mais comum nos carros modernos. Isso porque, dessa forma, economiza-se espaço no painel. O sistema é compatível com Apple CarPlay e Android Auto. Os bancos de couro estão presentes na versão de topo, SX, e vêm com aquecimento. A coluna de direção é ajustável em altura e profundidade.


O visual não chega a ser tão arrojado como o do Civic, por exemplo, mas não faz feio diante do Corolla, Cruze ou Jetta. Mescla detalhes esportivos, na dianteira, com um perfil mais elegante na traseira.


A grade em forma de “nariz de tigre” continua lá, e foi levemente reduzida. Em compensação, a entrada de ar inferior aumentou. Curiosamente, o modelo ainda utiliza palhetas de limpador de para-brisa convencionais, com estrutura de ferro. Modelos modernos adotaram há tempos as palhetas com estrutura integral de borracha.


As rodas são de 16″ nas duas versões. A traseira é elegante, e o capô acomoda 520 litros, de acordo com a Kia. O pneu estepe tem a mesma medida dos demais. É um dos maiores bagageiros do segmento. Como comparação, o Civic tem 519 litros, enquanto o novo Corolla abriga 470 litros.


A Kia estima vender pouco mais de 1 mil unidades do modelo ainda este ano. Com isso, não há nenhuma pretensão de incomodar os modelos mais vendidos da categoria. O líder Corolla vende mais de 4 mil unidades/mês.


O Civic, mais de 2 mil. Se vender as pouco mais de 300 unidades por mês, o Cerato vai brigar com modelos como o Nissan Sentra e Citröen C4 Lounge. A garantia de cinco anos é uma das maiores da categoria.

  • Fonte: Jornal do Carro /
  • Autor: Redacao /
  • Data: 25 setembro 2019
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