Novo Honda Accord troca turbo por híbrido e fica mais caro que o Volvo XC40

Em prol da mobilidade com zero emissões, a derivação e:Technology da Honda visa otimizar as tecnologias de eletrificação de seus veículos. Basicamente, o novo Accord tem na eletricidade sua principal fonte de tração. Dessa forma, ao contrário dos híbridos tradicionais (com conversor para distribuição de energia), o 2.0 do sedã japonês também se conecta às rodas por meio da transmissão e-CVT multidiscos. Basta, assim, acionar o modo Engine Drive (veja os outros dois abaixo).


Neste modo, a embreagem permite fazer a conexão direta do motor a combustão com as rodas, mas só em situações de velocidade de cruzeiro. Ou seja, na prática, o funcionamento sem os motores elétricos acontece somente quando o motor de 145 cv e 17,8 mkgf (a 3.500 giros) opera com alta eficiência energética – em velocidades acima de 110 km/h. A potência combinada (elétrico + combustão) não é divulgada pela Honda.


Movido por motor elétrico


Já nos modos EV Drive (100% elétrico) e Hybrid Drive (com atuação do motor elétrico), é o motor elétrico de 184 cv e 32,1 mkgf de torque que movimenta o Accord. Assim, o 2.0 a gasolina opera, na maior parte do tempo, para alimentar o motor gerador, que é o responsável por enviar eletricidade ao motor principal.


Com tecnologias como freios regenerativos para alimentação do motor elétrico, o Accord híbrido, então, promete fazer média de 17,6 km/l na cidade, afirma a marca japonesa. São, no total, três modos de regeneração de energia: Normal, Eco e Sport.


Durante a coletiva de imprensa para apresentação do modelo, a Honda foi questionada sobre autonomia em modo puramente elétrico. Os executivos afirmaram que não é possível cravar um número, mas não passa de 1,5 km. A explicação é que baterias de íon de lítio – alocadas debaixo do assento traseiro – tem só 1,3 kW/h. No mais, não se trata de um híbrido plug-in, onde o usuário recarrega na tomada e pode rodar média de 50 km sem se preocupar com visitas aos postos de abastecimento.De acordo com a engenharia da marca, tanto os motores elétricos quanto a embreagem de acoplamento do motor 2.0 ficam no espaço do câmbio (e-CVT). Há borboletas atrás do volante, mas elas só servem para ajustar a intensidade da aceleração e da frenagem. Isso porque o Accord e:HEV não tem relações de marchas.



Visual


Baseado na geração 10, que estreou lá fora em 2017, o novo Accord tem leves retoques na carroceria. Grade dianteira, para-choque e novos faróis de neblina (iluminados por LEDs) são destaques. Tem, dessa maneira, novas rodas de 17 polegadas com partes escurecidas e novo acabamento na base do para-choque. Nos logotipos, o fundo azulado faz alusão à versão amiga do meio ambiente. Por dentro, mesmo visual. Apenas inclusão de equipamentos, como carregador wireless mais potente, de 15 Watts, para smartphones. E na parte de trás, disponibiliza duas entradas USB.


Na central multimídia, há espelhamento via Android Auto e Apple CarPlay, sem fio. No painel de instrumentos, novas funções, como a operação dos sistemas de condução.


Por falar em condução, o Honda Sensing foi aprimorado e ganhou o Low Speed Braking Control. Em síntese, a tecnologia aciona automaticamente os freios em baixa velocidade caso note risco iminente de colisão. O assistente de permanência em faixa também está mais preciso, e o controle de cruzeiro adaptativo, dessa forma, tem desaceleração mais suave.


O Honda Accord e:HEV tem 3 anos de garantia, sem limite de quilometragem. E o conjunto elétrico, composto por baterias e motores, tem cobertura de 8 anos. O maior problema do sedã da marca japonesa é o preço: é mais caro que um SUV Volvo XC40 em versão híbrida plug-in, que custa R$ 269.950 e roda até 44 km apenas com eletricidade.

  • Fonte: Jornal do Carro /
  • Autor: Vagner Aquino /
  • Data: 30 agosto 2021
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