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Lamborghini mexicana quer fazer carros elétricos no Brasil; conheça essa curiosa história

Casas para milionários


Segundo os executivos, isso vai gerar 380 empregos diretos. Além de cerca de 1,3 mil indiretos. O projeto inclui a construção de um condomínio de luxo. O empreendimento residencial de luxo teria 200 casas sustentáveis.


 


 


A área do empreendimento é de 1,08 milhão de metros quadrados. E fica no município litorâneo de Governador Celso Ramos.


Cada residência deve ter preços entre R$ 5 milhões e R$ 20 milhões. Isso segundo o sócio brasileiro da empresa, Gilson Pierri.


Supercarro elétrico de 1.000 cv


No site da Lamborghini Latinamérica há informações sobre um carro em desenvolvimento. Segundo a empresa, o protótipo teria 12 motores elétricos. Ou seja, seis em cada eixo.


Com isso, a potência total estimada é de cerca de 1.000 cv. De acordo com as especificações, a carroceria seria feita de fibra de carbono. Como resultado, o peso total do carro seria de apenas 1.161 kg.


Assim, você pode estar se perguntando se o protótipo existe de fato. E se já foi exposto em algum salão de automóvel pela marca italiana. A resposta é não. A mexicana cria seus próprios veículos. Ou seja, são derivados dos superesportivos da marca italiana.


Desde 1998, quando foi estabelecida, a empresa lançou dois carros. O Coatl teve três unidades produzidas e o Alar 777, duas. Isso desde 2006. Há também o Centurion, anunciado em 2015. Porém, ele nunca saiu do papel.


Lamborghini mexicana vs Lamborghini italiana


A relação do CEO da empresa com a Lamborghini S.pA. é antiga. Trata-se do mexicano Jorge Antonio Fernández García. Ou, simplesmente, Joan Fercí.


O fato é que marca italiana enfrentou várias crises. Assim, de 1987 a 1994 a empresa pertenceu à norte-americana Chrysler. E estava praticamente falida em 1994. No entanto, foi comprada por um fundo de investimentos da Indonésia.


Voltando a Fercí, ele era apaixonado por carros da Lamborghini. Mas atuava como fornecedor da Chrysler no México. Em 1996, ele propôs ser representante da italiana em seu país. Porém, havia várias barreiras alfandegárias. Ou seja, ele não poderia vender qualquer carro que não fosse feito no país.


Lambo ‘tunado’?


Desse modo, Ferí não teve problema para assinar um contrato com a Chrysler. O acordo permitia a montagem do Lamborghini Diablo no México.


De quebra, ele passou a ser detentor dos direitos da marca no país por 99 anos. A italiana foi vendida à Audi tempos depois.


Logo, virou parte do Grupo Volkswagen. Porém, Ferí fez valer as cláusulas do contrato que havia assinado.


Nesse sentido, ele está autorizada a reestilizar seus próprios modelos. O acordo é válido no México e na América Latina. Assim, surgiram os projetos “tunados” baseados nos modelos italianos.


Expansão para outros países


Seja como for, Fercí não desiste. Ou seja, ele quer instalar uma fábrica fora do México. m 2006 ele tentou a Argentina. Porém, o projeto não vingou.


Assim, em 2013 o mexicano anunciou que construiria a planta no Parque Industrial Las Piedras, no Uruguai. Em 2019, ele disse que a tão sonhada fábrica seria no Paraguai. Por fim, agora o empresário mira o Brasil.


Nesse ínterim, Fercí resolveu atuar em outros ramos. E apostou em produtos como máscaras e sapatos, notebooks a até charutos. Todos, obviamente, estampando o touro, que é o símbolo da Lamborghini.


Agora, ele resolveu sondar o Brasil. Porém, busca atrelar a suposta construção de uma fábrica a um condomínio focado em milionários.


  • Fonte: Jornal do Carro /
  • Autor: Emily Nery /
  • Data: 29 abril 2021
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