Honda City hatch é lançado

As linhas gerais do City hatch são bonitas e fazem mais sentido do que as do Fit para buscar um público mais jovem, e não mais um perfil familiar que substituiu os monovolumes por SUVs como o WR-V e o HR-V. Na traseira ele lembra um pouco as linhas do Mercedes-Benz Classe A, mas tem mais detalhes, especialmente dentro do conjunto das lanternas. Na frente, a agressividade das linhas combina com o restante. Internamente o acabamento é bom, mas não é nenhum primor ou super requintado, apesar dos mais de R$ 120 mil cobrados pela versão de topo. Há muito plástico, mas com texturas e qualidades que, em alguns pontos, até enganam ser outro material. .


O único destaque nesse sentido é o cuidado em não exagerar no acabamento preto brilhante (Black Piano), deixando isso apenas para a moldura das saídas de ar-condicionado e da central multimídia, além de uma faixa no painel frente ao passageiro. Os bancos acomodam bem os ocupantes e tem ajustes manuais de distância e altura, bem como o volante. Para não deixar órfão os antigos clientes do Fit que gostavam do sistema Magic Seat de manipulação dos bancos, o City hatch manteve a tecnologia que permite trabalhar os bancos do passageiro e traseiros de modo a transportar itens grandes dentro do carro. O espaço interno é bom com folga para quatro adultos de boa estatura viajarem com conf..conforto, tanto na frente quanto atrás. O carro tem uma boa quantidade de porta-objetos e bem posicionados. A posição de pilotagem agrada bastante e o carro traz algumas características que fazem parte do DNA da Honda: suspensão firme e direção precisa com boa calibragem, que popularizou o Civic entre motoristas mais jovens do que no Corolla, por exemplo. Com novos amortecedores, com stop hidráulico, a Honda conseguiu mitigar aquelas pancadas secas e o barulho que parecia que estava destruindo tudo por baixo do carro em piso ruim ou buracos que são comuns as ruas e estradas brasileiras. O motor é o mesmo do sedã, o novo 1.5 com injeção direta de combustível, duplo comando e o sistema i-VTEC da Honda. Esse propulsor desenvolve 126 cv a 6.200 rpm e até 15,8 mkgf. A potência é sempre a mesma com etanol ou gasolina, mas o torque muda com o combustível fóssil para 15,5 mkgf, sempre a 4.600 rpm, independentemente do que tem no tanque de 39,5 litros. O consumo divulgado do City hatch é de de 9,1 km/l e 13,3 km/l na cidade e de 10,5 km/l e 14,8 km/l na estrada, com etanol e gasolina, respectivamente. Na prática, o motor que vem associado a um novo câmbio CVT deixou o carro mais esperto que o anterior. Especialmente nas arrancadas em circuito urbano, o comportamento melhorou bem. Na estrada, ele desempenha bem, mas sem grandes surpresas. 

  • Fonte: Uol /
  • Autor: Jose Antonio Leme /
  • Data: 23 fevereiro 2022
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