Camry e Accord fazem duelo de filosofias japonesas

O Accord leva vantagem também no preço, que é inferior. São R$ 198.500, enquanto o Camry sai por R$ 206.200. Ambos são próximos demais às versões de entrada de sedãs de luxo alemães, que têm maior poder de atrair olhares – e de tirar clientes dos japoneses.


Basta olhar do lado de fora para perceber que o Accord é um próximo passo para quem já tem um Civic, trazendo o mesmo tipo de estilo, acabamento e jovialidade, incluindo o sistema multimídia.


No Camry, a aposta ainda reside em um carro mais clássico, voltado para o conforto e desempenho.


O motor do Toyota é maior, um clássico 3.5 V6 que gera 310 cv e torque de 37,7 mkgf a 4.700. O câmbio é automático de oito marchas, que faz trocas rápidas e dá um poder de aceleração muito bom ao carro – apesar do alto peso de 1.620 kg. No Accord, o downsizing foi escolhido como solução, e ele traz sob o capô um 2.0 turbo com potência inferior. São 256 cv, mas o torque é igual, só que disponível já aos 1.500 giros.


O câmbio automático de dez marchas do Honda é mais rápido e sutil que o do Toyota. Porém, mesmo sendo um pouco mais leve (1.547 kg), o Accord não consegue dar ao motorista o mesmo poder no pedal que o rival gera. No consumo, o Honda decepciona, com 8,6 km/l na cidade, enquanto o Camry, com motor maior, fez 9 km/l de gasolina. Os dados foram aferidos no computador de bordo.


Nas suspensões, independentes nos dois carros, há paridade de boa performance. Ambos possuem excelente estabilidade e aguentam o tranco dos buracos brasileiros sem dificuldade. O Accord é um pouco mais firme. A direção é elétrica nos dois carros e tem peso e progressividade boas.


Opinião: Jovial ou Clássico?


O Camry é um carrão que eu gostaria de ter. Aos 60 anos. Hoje, aos 38, sem dúvida, a escolha seria o Accord. Ele é mais moderno por fora e por dentro e tem um sistema multimídia atual, além de aparatos de auxílio à direção e carregamento de celular por indução.


O Toyota tem muito conforto e motorzão. Fim. E por isso não consegue chegar perto em termos de produto do seu rival da Honda.



Mesmo assim, o motor 2.0 do Accord não decepciona e faz o carro acelerar bem, o suficiente para rodar na cidade e viajar. Não dá a emoção do Camry, mas está longe de ser um ponto negativo. O acabamento do Honda, com madeira mais escura e enxertos de metal, também deixa o conjunto mais século 21.


O Toyota abusa da madeira mais clara e de um desenho de cabine em “Y” bem menos empolgante. Mas que combina com sua proposta.


 


 

  • Fonte: Jornal do Carro /
  • Autor: Redacao /
  • Data: 13 fevereiro 2019
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