As multas de trânsito mais comuns


Nos primeiros quatro meses do ano passado, de 15,4 milhões de autuações lavradas, 9.847.108 foram por transitar em velocidade superior à máxima permitida em até 20%. O dado é parte de um registro nacional feito pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran).


Alemão perde a CNH minutos após passar na prova


A segunda infração com maior quantidade de multas também foi o excesso de velocidade. Desta vez, entre 20% e 50% acima do limite estabelecido. Foram 1.670.621 autuações. Se considerarmos ambas as infrações, quase 75% de todas as infrações envolveram excesso de velocidade. Não é pouca coisa.


No primeiro caso, a infração é considerada média. São anotados 4 pontos na Carteira Nacional de Habilitação e a multa é de R$ 130,16. Entre 20% e 50% de excesso, são 5 pontos na CNH e multa de R$ 195,23, pois a infração torna-se grave. Acima de 50% de excesso, infração gravíssima e multa de R$ 1.467,35.


Multas incluem semáforo, cinto e estacionamento


Avançar diante do semáforo vermelho ou de uma parada obrigatória foi a terceira conduta mais punida, com 1.093.948 autuações. Aqui, a multa é de R$ 293,47 (infração gravíssima).


Em quarto lugar, está transitar em local ou horário não permitido pela legislação. Foram 1.002.529 autuações no primeiro quadrimestre do ano passado. É nesse tipo que incorre, por exemplo, quem desrespeita o rodízio municipal de veículos vigente na capital paulistana. A infração é média, com multa de R$ 130,16.


Mesmo depois de tantas campanhas educativas, o uso do cinto de segurança ainda não é unanimidade. Responsável por evitar muitas mortes, ele deve ser usado por todos os ocupantes do veículo, seja nas estradas, seja em perímetro urbano. Foram 788.391 multas, de acordo com o Denatran. A infração é considerada grave e a multa, de R$ 195,23.





Outra infração muito praticada é o estacionamento em desacordo com a regulamentação. É o caso de quem ocupa uma vaga reservada a idosos ou deficientes, por exemplo. Foram 630.303 autuações entre janeiro e abril de 2018. Cada uma gerou multa de R$ 195,23 e 5 pontos na CNH, já que se trata de infração grave.


No caso dos motociclistas uma infração recorrente – e preocupante – é a falta de uso de capacete. O equipamento de segurança é obrigatório e pode evitar 2 entre 3 traumatismos cranianos. Sua falta é considerada gravíssima, com 7 pontos na CNH e multa de R$ 293,47.


Pedestres e ciclistas sofrerão multas em breve


A partir do dia 1º de março deste ano, pedestres e ciclistas também poderão levar multas. Isso já estava previsto no Código de Trânsito atual, que é de 1997. Mas a punição não vigorava por falta de regulamentação.


A aplicação das sanções deveria ter começado em abril de 2018, mas foi adiada pelo Conselho Nacional de Trânsito. As multas serão de R$ 44,19 para pedestres e R$ 130,16 para os ciclistas.


O pedestre será multado ao ficar no meio da rua, atravessar fora da faixa, da passarela ou passagem subterrânea ou ocupar a via com atividades que atrapalhem o trânsito, como esportes e desfiles.


Já para os ciclistas, os comportamentos proibidos são seis. Andar na calçada quando isso não for expressamente permitido, guiar de forma agressiva, rodar por vias expressas, pedalar sem colocar as mãos no guidom, transportar peso incompatível e andar na contramão em pistas para carros são atitudes que podem custar R$ 130,16 ao bolso do ciclista.


 





 

  • Fonte: Jornal do Carro /
  • Autor: Redacao /
  • Data: 29 janeiro 2019
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