Aceleramos: nova Nissan Frontier muda visual e ganha tecnologias; veja os preços

Do lado de dentro, o acabamento difere de acordo com a versão. Mas não muda muito em relação ao modelo anterior. O destaque fica com a tela TFT de 7" no meio do quadro de instrumentos. No mais, a tela central de 8" reúne funções como conectividade via Bluetooth, reconhecimento de voz e navegação. Tem, ainda, ar-condicionado digital de duas zonas, saídas de ar para o banco traseiro e teto solar (a única do segmento). Por outro lado, não oferece ajuste de profundidade do volante.


Para fisgar a clientela, a Nissan apostou alto em tecnologia e trouxe itens inéditos na categoria para a Frontier. Tem alerta avançado de colisão frontal - que monitora dois veículos à frente e o veículo diretamente à frente - e os alertas de tráfego cruzado, de ponto cego e de atenção (recomenda descanso) na lista de equipamentos. Tem, ainda, alerta inteligente de mudança de faixa com assistente de prevenção. Na prática, leva o veículo de volta ao centro da pista se notar mudança involuntária.


Para sair de vagas de estacionamento de ré, a nova Nissan Frontier tem câmeras de visão 360º. Sistema de detecção de objetos em movimento também estão no pacote. Por falar nele, são 33 acessórios diferentes disponíveis na Nissan. A lista de equipamentos, porém, ainda inclui várias outras tecnologias. Desde a versão de entrada, a nova Nissan Frontier traz sistema de auxílio de partida em rampa, controle automático de descida, bloqueio mecânico do diferencial traseiro com limitador e controle eletrônico de frenagem. Na segurança, todas as versões têm seis airbags e ancoragem Isofix.


Teste pesado


Antes de ser lançada, cabe salientar que a Frontier passou por 200 mil km de testes pelo pessoal da engenharia nos últimos 4 anos. E valeu a pena! Afinal, o modelo enfrentou estradas, ruas de terra, lama e até mesmo rios com maestria.


Essa robustez da picape é entregue pelo mesmo motor 2.3 16V diesel, disponível com um turbo (163 cv) ou dois turbos (190 cv), a depender da versão. Ele trabalha em conjunto com o câmbio automático de 7 marchas, que também não recebeu mudanças. Na versão de entrada, é manual de cinco marchas. Ainda sobre o motor, este, de acordo com a Nissan, já cumpre os novos limites de emissões do Proconve L7, em vigor desde 1º de janeiro. Para tanto, traz sistema redutor catalítico (SCR) com Arla 32.


Jornal do Carro avaliou a versão topo de linha Platinum em Puerto Iguazu (Argentina). Já de cara dá para notar que o torque de 45,9 mkgf já disponível aos 1.500 rpm é suficiente para dar força necessária a picape. Porém, a princípio, continua um pouco pesadão em trecho urbano. Mas esse trecho do test-drive foi bem curto, afinal, a ideia era mostrar que a Frontier faz bonito mesmo é no off-road.


No console central, um seletor permite a escolha do modo de condução. São quatro opções: Standard, Sport, Off Road e Tow. Esta última, ideal para usar com carga máxima ou puxar um reboque. Na prática, deixa o freio motor mais forte e reduz marcha.


4LO


Mas é por meio de outro sistema, o de tração, que a picape enfrentou seus maiores desafios ao longo do trajeto. Pelo Shift-on-the-fly (um botão circular na base do painel) opta-se pelos modos 4X2, 4X4 High e 4X4 Low. Foi, justamente, esse último - representado pela inscrição 4LO - o indicado durante praticamente todo o trajeto.


Nela, imagens em 360º são captadas por câmeras (e exibidas na central multimídia) a velocidades abaixo dos 10 km/h. Uma ajuda e tanto, principalmente em situações como transposição de pontes, por exemplo. E, no teste, teve travessia de rio. Entretanto, foi necessário usar o auxílio do Hill Descent Control.


Apesar de rolar bastante em meio ao barro (podemos dar o desconto de que os pneus enlameados escorregam mais), a Frontier melhorou muito com as suspensões recalibradas. Atrás, segue o conjunto Multilink com molas helicoidais (único na categoria). No mais, tem freio a disco nas quatro rodas, assistente de oscilação do reboque, controle de tração e outros recursos.


Por ora, a Frontier vende cerca de seis vezes menos que sua principal rival, a líder da categoria de picapes médias, Hilux. De acordo com números de março da Fenabrave, associação que reúne os concessionários do País, enquanto o modelo da Toyota emplacou 3.971 unidades, o da Nissan não passou das 618. Estando na quinta posição do ranking de picapes médias, talvez a marca não consiga alcançar a meta de liderar o segmento. Ou seja, se a atualização vai ter resultado, só o tempo dirá.

  • Fonte: Jornal do Carro /
  • Autor: Vagner Aquino /
  • Data: 06 abril 2022
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